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Notícias
Centenário | 04/03/2010
Dia Internacional da Mulher
No dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque, as mulheres protestavam contra as péssimas condições de trabalho e foram brutalmente reprimidas. Corre pelos quatro cantos do mundo que neste dia as 129 operárias de uma fábrica de tecidos realizaram uma grande greve, ocupando a fábrica onde trabalhavam e foram trancadas e incendiadas vivas.
Existem outros relatos históricos de acontecimentos igualmente desumanos e repressores, mas que ocorreu em 1911. O incêndio teria sido na fábrica da Triangle Shirtwaist, também em Nova York, onde morreram 146 trabalhadoras covardemente. Os protestos por melhores condições de trabalho seguiram pelos anos seguintes nos Estados Unidos, na Alemanha e em vários outros países do mundo.
Em 1910, na primeira conferência internacional sobre a mulher, realizado na Dinamarca, o dia 8 de março foi declarado Dia Internacional da Mulher. A data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no ano de 1975, através de um decreto lei.
Em 1977, a Unesco encampa a data como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
Hoje, volta à tona a discussão da origem da data, mas o que já é ponto pacífico e indiscutível é a incansável luta das mulheres de todos os tempos. A redução pela jornada de trabalho (de 16 para 10 horas na carga horária diária), que fazia parte dos protestos de 1857 se perdurou ao longo de vários séculos e continua na pauta das trabalhadoras nos dias atuais, que lutam hoje pelas 40 horas semanais.
As mulheres naquela época também reivindicavam por igualdade salarial, pois ganhavam até um terço do salário de um homem para executar as mesmas tarefas. O que atualmente ainda não é uma batalha vencida. Pois, pesquisas revelam que mulheres continuam recebendo remunerações inferiores a dos homens para realizarem as mesmas funções. Lilás – Conta a lenda que as mulheres tecelãs, no dia da grande greve de 1857 estavam tingindo o tecido lilás. Mas, há quem diga que foram as feministas inglesas que adotaram no ano de 1908 a cor lilás como símbolo de sua luta, junto com duas outras cores, o branco (simbolizando a pureza da luta feminina) e o verde (a esperança da vitória).
Nas décadas de 60 e 70 reencontramos a cor lilás na retomada da luta feminista, independentemente de classes e bandeiras sociais e partidárias.
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